quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Poesia de Francisco P. Silva para DIDI. Linda flor linda menina

Poesia de Francisco pereira Silva
Linda flor, linda menina.


            Linda flor linda menina trazida outrora ainda, cultivada e bem regada depois de tanto amada, veio o dono e a levou, foi bem feito para mim, foi bem feito pra você, foi bem feito para o mundo, quem mandou querer ser dono de algo que não plantou.
            Oh que flor maravilhosa que entre nós foi plantada, e depois de tão amada, chegou o dono e a colheu ó meu Deus onipotente por que fez isso com a gente? Tirou de nós tanto amor, encheu meu peito de dor cheguei a ficar doente.

            Levaste a nossa flor, que ainda era um botão, nem sequer semente tinha nem sequer desabrochou sequer uma sementinha pra plantar em nosso chão, e assim poder enfeitar e seu perfume exalar sobre nós pobres cristãos.
            Tão miúda e indefesa, mas eu cá tenho certeza que tinha grande poder, caso não fosse assim estou falando por mim, pra que Deus ia querer! Com certeza precisava de mais um anjo no céu, pra renovar os arquivos e sempre que for preciso, cantar com são Gabriel.
            Linda flor, linda menina, eu estou sofrendo ainda, por não poder aceitar, a repentina partida que causou grande ferida, que nunca irá curar. Mas que tenho por certeza onde quer que tu estejas antes do que à gente deseja, eu vou consigo encontrar.

           


            Linda flor Linda menina. Que ainda me fascina, e remexeu meu sentimento, reativou meu querer revirou tudo por dentro, e num singelo adeus foi subindo, foi subindo, feito uma Santa sorrindo em meio ao um fogaréu, quando de nós despedindo, correndo entrou no céu.
            A nós só restou saudade, mas eu sei não foi maldade, foi apenas cumprimento, foi só a lei da verdade cumprindo o seu o seu mandamento, mas quero aqui declarar, que nada, nada entre nós, mesmo que eu perca minha voz, para sempre eu vou te amar.

            Meu amor peço desculpas, pois nunca te declarei, mas só agora é que eu sei, o quanto eu te amava, por que fui rude assim escondi isto de mim, achei que não precisava. Mas agora a ti confesso por Deus do céu eu te peço, me perdoe me abençoe peço aos Anjos que entoe esta simples poesia, que tio Chico fez um dia, em forma de oração, que haja festa no céu, que se acenda o fogaréu dentro do meu coração.

            Minha Deusa tão menina, queira Deus eu possa ainda um dia te encontrar. Pra ficar de frente a frente, e a te falar francamente o tanto quanto eu sofri, quando de mim foi tirada, foi como uma faca enfiada que feriu meu coração, eu me senti tão miúdo, a pesar de isso tudo conseguir sobreviver, mas sem fé sem esperança, com você só na lembrança, revivendo o meu desejo de um dia tornar-la a ver.

           

            Há saudade que impera que desespera e acelera este velho coração, há saudade maculada fez do meu peito morada tomou conta do meu eu, feriu o meu sentimento que nunca mais entendeu o porquê do sofrimento.
            Ai de mim que sofreu tanto quando da tua partida, também sofreu outro tanto tantas pessoas queridas, mas tem algo que conforta este teu velho chorão. E você sabe o que é que mais dias menos dias sem ao menos esperar, nós vamos nos encontrar onde quer que tu estejas, bendigo louvado seja quando essa hora vier.       
            Espero está preparado para ficar do seu lado até o tempo parar, o tempo que Deus quiser. 

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