sábado, 13 de novembro de 2010

Deserto Azul

     

            Na imensidão desértica, um olhar vazio, uma vastidão oculta, aos olhos atentos, que sem querer vacila, muito além da distancia, e tão perto de mim, E tão longe de ti.
            Sem serras, e sem verde, sem rede, sem relva, quando muito uma penumbra vista ao longe assim feito nuvem, assim feito véu, assim feito o céu, quase sem horizonte, quase avante como Soldados que marcham sem trégua na busca da guerra e quase sem luz opaco ao extremo, será de cansaço? Ou será timidez, quem sabe talvez, seja medo do nada, ou do tudo, se o tudo é tão pouco, Camelos andantes, e até caminhantes de rostos cobertos, vestidos em saris, de Adaga na sinta, sandália nos pés, e assim vão indos, talvez seguindo sem saber a quem, mas será que vai indo, ou será que voltando? Será à procura do tudo ou do nada, será uma busca de tudo que houve num passado remoto, passantes sem portas, e até sem destino, igualzinho a menino que brinca sozinho, e viaja sem trégua, foram varias léguas assim caminhadas, pobres suadas, na busca do nada, apenas azul, somente azul, nada entre nós, calados sem voz, caminham em fileiras, apenas poeira os oculta da do azul, que antes tão lindo, hoje nem tanto, escutem um canto; parece um aboio, talvez uma tropa, talvez outra porta querendo se abrir, quem sabe um portal que os leve ao infinito, voando nos céus achando bonito, assim vôos rasantes num vôo elegante que os deixa feliz, num bater de asas voltando pra casa, mas sempre calados, não calados medida, calado sisudo, fechado em si mesmo, assim mudo.


             Pobres ninguém, assim feito eu, que quase sem brio, quase sem luz, exposto a este todo, exposto o esse tudo.
            Como se tudo fosse eu mudo, andante valente carente descente, porém tão somente, sisudo, calado olhando pra frente. E apenas querendo quem sabe talvez, querendo esse tudo.
            Que apenas se arrasta, trazendo nas costas, exposta ao calor, exposta a dor, exposta e disposta a tanto querer. Que firme arrogância, que firme insensatez, quisera eu poder, quisera eu querer, tivesse eu querido, bem antes morrido, o tão longo caminho, despido com sede, com fome talvez, descalço e desnudo, sem medo e sem ódio, sem trégua e sem podium. Sem nada e com tudo. E tudo é tão pouco.
            Talvez fosse eu, talvez fosse tu, talvez nós, quem sabe ninguém. Então quem? Será, ele ou ela? Talvez poucos, talvez todos, ou tudo, assim sendo, assim fico contente, fico mudo diante de tudo, ou de todos.
            Azul, que azul o que rasga o infinito e distante se abriga se liga e desliga-se de tudo, assim feito eu, assim feito tu, assim feito nós. Que dantes caminhantes viajantes na busca do nada ou do tudo, bem antes da guerra que encerra a jornada, que já quase cansada se afasta de mim, assim sendo assim, posso compreender, mas não aceitá-la, e porque aceitá-la?Talvez nunca, e nunca é tão cedo que talvez eu aceite e sem reclamar, sem ao menos tentar, sem ao menos pensar no dito poema, que rima tão longe, tão quando eu posso caso eu pudesse. Te juro eu faria, só não sei para quem, nem por quem, eu faria, talvez pra mim mesmo, talvez por você, talvez pra ninguém.




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Deserto Azul; que a mim enche de graça, a mim enche de amor, me enche de dor, não dor de sofrer, é dor de prazer, é dor de querer, é dor de sentir, de ouvir, de ferir, é dor de só ser apenas uma cena, exposta em um palco, em um tablado qualquer cantando feliz, andando pra frente, assim feito gente, gente igual nós, que quer que fique, que vai, lutando clamando, mas que sempre vai indo. Sem saber para onde, se onde é tão longe; Mas longe de quem? Talvez de mim mesmo, assim foi assim que eu me expus, me dando demais, me entregando a quem quer que seja a alguém que almeja nem sequer liga para a felicidade, e nem sabe se felicidade existe, pobre de mim pobre de ti, pobre de nós.
Muitas vezes eu me pego pensando comigo, pensando em mim, pensando o futuro o passado e nunca pensando o presente. Talvez seja por eu ser um vago pensador, e nunca um pensador dedicado, um pensador de boa conduta, muita força bruta, que a todos derruba, ou que a todos levanta, caso fosse eu Santa.
Pobre de mim, pobre de nós, pobre de tudo. Por tanto revoga: Cala-te em silêncio, avante na fé, confia em teu Deus! Se ele é tão forte renasce das cinzas, ressai dos escombros se livra do mal que tanto o aflige, se liga em você, escuta o teu eco, busca o que é teu, reage na guerra e sai vencedor, suporta a tua dor que tanto atormenta, por Deus agüenta que hás de passar, Assim tudo passa, o Verão passou o inverno passou, Primavera passou, Outono passou, assim passa a vida, assim passa o tempo, o vento, o frio, a chuva, tudo passou, só você quer ficar? Pra que e por quê? Se tudo é você, se tudo é só seu, basta você querer.


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Basta você buscar, sim tem que buscar não espere que passe, por que pode ser que não passe por onde você está nunca mais.
Assim sendo assim, eu vou aceitando, talvez me dando, talvez recusando, quem sabe cobrando, ou talvez vá buscando. Olha que ótimo acabei descobrindo que eu estava pensando, não pensando poema, pensando em nós mesmo que vivemos a ermo buscando segredos para ocultar, de mim de você, quem sabe de nós, ou talvez de ti, de todos, até de ninguém, que talvez nem tenha nem quer o porquê esconder, ou melhor, ocultar o que quer dizer, o que quer falar, então eu escrevo me atrevo me exponho, até ao ridículo, e assim sendo assim, diga que eu fico.
Mas fico por nós, por ti ou por mim, eu fico por ela por eles, eu fico por todos, mas fico no tempo olhando pro mundo buscando bem fundo além do horizonte por detrás dos montes, em meio ao serrado no fundo dos rios, nos mares profanos na ira dos homens que antes humanos, mas fico no mundo. Só hoje é que eu vejo o quanto eu queria, o quanto eu busquei, o quanto lutei, e talvez sem vitória, não vitória cidade nem linda menina, vitória da sina que trazemos ao nascer, ela é quem rege, é quem determina malvada vitória, vitória assassina.
Deserto azul pensa comigo, pra que tanto amigo se ninguém nos ver, se  nem perto chegamos, e por que ficamos.Só por ficar,não ficar de namoro, ficar de estar ficar por querer, ficar só pra ver e morrer de sorrir, por isso não fique,nem tanto espere nem se desespere, que eu posso entender, posso aceitar, até posso querer ver você sorrindo enchendo-se de ódio por ver eu vencido, tivesse eu morrido, a não aceitar.

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Deserto azul; colore o meu eu, desprende de nós se perde nos céus, avante soldado levanta a bandeira, atravessa a trincheira atira tua adaga que vara a garganta, busca o que é teu,
te atiras aos pés confessa o pecado, explica o porquê, redime do mal e será tu aceito, te expõe ao castigo suporta a sua dor, a vossa a minha a nossa, por nós por tudo por todos apenas por amor. Carregas consigo apenas o desejo, tão só o anseio que antes queria, converse consigo pergunte se vai, ou se fica, e por que não aceita sejamos sinceros, é tudo que eu quero, falar a verdade embora doendo, sofrendo, querendo, ou morrendo, mas fale, fale de tudo de todos, fale de mim fale de nós, fale apenas por falar, mas nunca recue de suas palavras malditas ou benditas, não , não importa, o que vale é ser verdadeiro, sincero talvez, talvez arrogante, alegre falante, quem sabe calado sisudo, talvez até mudo, é você quem decide, é você quem rejeita ou aceita, cabe a você a tal decisão embora não queiras, ou não ache direito, assim sendo assim, pobre de mim pobre de nós, que antes queria, aceitava e fazia, já hoje nem tanto, mas no entanto ainda insistimos pobre destino, que a tanto sofria.
Pudesse eu dizer te juro eu diria, mas acho não devo, pra que ser tão rude, nem sei como pude assim atacar, pudesse eu te juro que eu tiraria tudo que disse com minhas franquezas, minha própria defesa, ou fraqueza, talvez arrogância talvez seja ânsia, quem sabe o que é! Talvez seja dor,; Eu só sei e garanto sustento por mim que assim sendo assim, só não é falta de amor.




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Por que este poema foi intitulado Deserto azul! Foi e é por que naquele momento eu fitava o céu através da janela do Escritório era uma imensidão azul, no momento eu pude imaginar um grande deserto, e eu me sentia tão só, sem ter com quem conversar como tem sido quase toda minha vida, por isso a inspiração, e o título deserto azul veio a calhar pois os meus pensamentos pareciam azulados diante tanta beleza exposta no infinito, e tão perto de mim, tão perto de nós.












           










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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A quem possa interessar; Eu ja escrevi vários livros literatura de cordél, alguns pensamentos e poesias, poemas, até romances. Prontos para serem publicados caso haja interresse de sua parte me liga e agente conversa. 11-91814812

Música tenho muitas vários estilos, algumas já gravadas por outros cantores de SP. e do nordeste